A resenha desse livro vai ser um pouco diferente porque não vou dar uma breve introdução sobre a história, vou falar diretamente sobre como ele me fez sentir.

Sempre que eu olhava pra essa capa, pensava em morte. Os olhos sem brilho da menina, a posição em que ela está deitada, aparentando estar totalmente sem esperança, os cabelos jogados de lado sem muito cuidado. Talvez tenha sido por isso que eu tenha adiado tanto a leitura, pelo que a capa me fez sentir (sim, sou totalmente influenciável por capas de livros).

Quando finalmente comecei a leitura, achei que seria mais um dos YAs Hot modinhas, não li a sinopse, nem fui atrás de resenhas, justamente porque achava que seria um mais do mesmo, mas Colleen sempre me surpreende em seus livros e não foi diferente com esse.

Colleen quebrou meu coração em pedacinhos com essa história. Ela abordou um tema polêmico de forma doce, mas ainda sim intensa, me fez pensar, fez meu cérebro fritar, como um amigo meu gosta de dizer. Eu fiquei muito triste quando terminei a leitura porque eu me envolvi demais com a história, eu pude sentir o desespero de Sky, e isso foi forte, porque eu tive o mesmo sentimento de impotência de Holder na vida real, e sei como é difícil ver quem você ama sofrendo, sem poder fazer nada pra ajudar. Nada do que você falar, nada do que você fizer, jamais será suficiente para amenizar a dor de quem sofreu abuso, infelizmente essa é a realidade.

Achei que Colleen abordou os vários temas dessa história perfeitamente e tudo ficou bem amarrado, sem pontas soltas, não fiquei me fazendo nenhuma pergunta no final. A história é triste, mas também é linda, fala sobre abuso, mas também fala sobre amor, perdão e superação.

Se você gosta do gênero e está procurando algo diferente, super indico esse livro. Eu mesma gostei tanto que já corri pra ler a versão de Holder, resenha vai sair em breve J




Foto daqui


As vezes eu penso que seria melhor não sentir nada, só fechar os olhos pras pessoas e experiências que cismam em fazer parte da sua vida. Somente viver a rotina, lidando com aquilo que você já sabe lidar, fazendo aquilo que você sempre soube fazer: ser forte e sobreviver. Se proteger de qualquer coisa que ameace a paz do seu coração.

Porque quando você se abre, quando você deixa alguém entrar e te conhecer, quando ela/ ele percebe que você é imperfeito, que nunca vai atender as expectativas, você pode acordar um dia sentindo todo o peso do mundo nos seus ombros, e as coisas que eram simples e faziam parte da rotina, agora estão diferentes, porque ela/ ele mudou você. 

Você acorda com vontade de ficar na cama o dia inteiro, embaixo das cobertas, no escuro, ouvindo música de fossa, pensando no nada, sem responsabilidade, sem ninguém pra conversar, sem ninguém pra tentar te obrigar a levantar e seguir em frente. 

As vezes o coração precisa de tempo.

Meu coração acordou assim hoje. Precisando de tempo. Tempo das tristezas, tempo das cobranças, tempo de sentimentos intensos. Tempo, pra se curar e voltar a bater no seu próprio ritmo imperfeito.

I just want to see the rain...


ALERTA DE SPOILERS!!

Semana passada eu postei pra vocês a resenha do Livro Simplesmente Acontece, da Editora Novo Conceito. Eu curti muito o livro, apesar de algumas partes que eu achei desnecessárias, e o burburinho era tanto em relação ao filme (que ainda está em cartaz no cinema) que eu corri pra assistir.

Como qualquer adaptação literária, o filme não seguiu os moldes do livro. Houve muitas mudanças no enredo (muitas mesmo), mas eu não achei isso de todo ruim. Comparando os dois, no livro os desencontros ficaram muito extensos e por isso cansativos, eles só se encontraram quando estavam com 50 anos, ela com a Katie e ele com dois filhos de casamentos fracassados, o amor dos dois foi altruísta demais, eu realmente queria um pouco mais de egoísmo rs. No filme ele não tem filhos, Rosie se casa com o pai de Katie (oi?) e se separam após alguns anos, e o casal Rosie/ Alex ficam juntos bem mais jovens, logo quando Rosie abre o hotel, achei esse final mais interessante, mas preferia Alex com os seus dois garotos.




Ainda que eu tenha achado o filme mais dinâmico e interessante, o livro é sempre mais rico em detalhes. Senti que a parte em que eles são crianças foi pouco explorada no filme, teria sido legal mostrar a professora que pegava no pé deles quando crianças, também não mostrou Rose trabalhando pra ela depois de adulta. A amiga de Rosie, Judy também foi mais interessante e divertida no livro. Senti falta das aulas de salsa e do namorado dela, no filme ela fica com Phil, que é irmão da primeira esposa de Alex (oi?).



Cada um teve o seu valor, mas se eu pudesse escolher, ficaria com o enredo livro e final do filme. Se você só viu o filme, minha resenha deve ter soado um pouco confusa, sugiro que você leia, já que o filme é quase uma fanfic do livro. Pra mim foi interessante ter uma segunda história com Rosie e Alex, mesmo preferindo a leitura ao filme. Você pode baixar o livro aqui.

Ainda sim indico, a história é fofa, e apesar do final ser previsível, ficamos torcendo pelo casal, e quando eles finalmente ficam juntos, temos a sensação de conforto que nos dá uma história com final feliz :)





Ser liberada pelo meu chefe na emenda do feriado é um acontecimento quase inédito. Fiquei os quatro dias em casa sem fazer nada, só descansando e passeando por uma São Paulo sem trânsito e tranquila.

Aproveitei a tranquilidade da cidade pra visitar a Exposição Leonardo Da Vinci - A Natureza da Invenção, na Galeria de Arte Sesi, que eu estava enrolando pra ir já fazia algum tempo. Cheguei lá por volta das 11 horas da manhã, a entrada foi gratuita e não tinha fila.

A Exposição é semi interativa, você pode tocar, montar e simular o movimento de algumas máquinas criadas por Da Vinci. Tinha muitas crianças com os pais, o que eu achei muito interessante. É importante passar conhecimento para os filhos de todas as formas que você puder, mas num ambiente como esse, em que se pode interagir com a exposição, essa transferência se torna  mais atraente e válida, além de ser uma boa forma de se criar boas lembranças.



  











Confesso que o meu conhecimento sobre Leonardo se resumia nas menções sobre ele em livros e filmes de ficção, onde ele aparecia quase como um personagem secundário, e fiquei surpresa com a genialidade de um pensador tão a frente de seu tempo, foi realmente impressionante!

A exposição estará em cartaz na Galeria de Arte Sesi São Paulo até o dia 10/05/2015,  entrada é gratuita, horário de visitação é das 10 hrs ás 20 hrs diariamente.

Vale muito a pena! Fica a dica!