Tana é uma adolescente típica de um mundo pós apocalíptico. Cabelos pretos cacheados, maquiagem pesada, vestidinhos que mais lembram lingerie. Ela não faz o estilo mocinha em perigo, pelo contrário, ela faz o que tem vontade, na hora em que tem vontade, ainda que seja pra provocar seu ex namorado.

Quando sua melhor amiga vai para um acampamento, ela se vê obrigada a ir sozinha a uma festa numa casa de fazenda, repleta de adolescentes da escola, só pra se distrair. Lá, ela acaba bebendo demais e ao se deparar com o seu ex namorado, resolve se esconder no banheiro, a fim de evitar situações desagradáveis.

Por ter ficado muito tempo lá, ela acaba pegando no sono dentro da banheira, e quando acorda, já amanheceu. A casa está super silenciosa, mas até então, nada de anormal, afinal, todas as festas que ela foi acabaram dessa forma, com adolescentes de ressaca, dormindo. Mas dessa vez é diferente, os amigos de Tana não estão dormindo, eles estão mortos. Enquanto a garota dormia na banheira, vampiros atacaram a casa, e a festa virou um banho de sangue. Os únicos sobreviventes são Tana, seu ex namorado Aidan que está acorrentado numa cama, mordido (infectado), e um vampiro misterioso que também está acorrentado.


Num impulso, Tana salva os dois, mesmo sabendo que corre grande perigo, e os três decidem ir para Coldtown, uma fortaleza que abriga não só vampiros, mas também humanos e pessoas infectadas. O único lugar que pode manter Tana segura até que ela tenha certeza se está infectada como Aidan ou não.









O livro conta o caminho de Tana até Coldtown, mostra o sistema dentro da quarentena, tem vários flashbacks sobre a vida da garota, mostra a família dela e a trágica infecção da mãe, mas infelizmente, a história não me prendeu. Eu esperava muito mais de um livro de vampiros, eu sempre espero mais de um livro de vampiros rs.

Achei que faltaram mais cenas de romance. O beijo que aconteceu foi um dos mais interessantes que eu já li, mas a interação do casal principal não me convenceu, nem a reviravolta, achei esse clímax muito forçado.

O final do livro deu a entender que terá continuação, espero que tenha mesmo pra que as pontas soltas sejam amarradas e eu possa ver um pouco mais do casal que tem de tudo pra cativar os leitores.

Como vocês puderam ver nas fotos, a edição da Novo Conceito está linda, os tons da capa, a diagramação, as folhas amareladas que não cansam a vista, quando você menos perceber, já terminou a leitura.


O livro é interessante, mas pra mim, deixou um pouco a desejar, enredo fraco, personagens que não cativam, não em conectei com nenhum deles, por isso só vou dar duas estrelinhas L




Mês passado me permiti descobrir coisas novas, saí da mesmice de sempre ouvir as mesmas bandas e comecei aos poucos a sair da minha zona de conforto. Viciei em cinco sons que eu tinha ouvido nada ou poucas vezes no rádio e me matei pra descobrir qual era a música francesa que ouvi só uma vez na Antena 1, da cantora Louane. Linda, com uma pegada mais Pop, e refrão chiclete, ouvi muito no mês passado e entrou pra minha playlist do celular. Aí vão os meus sonzinhos :)

Louane – Jour 1


Louane – Avenir


The Kooks – Bad Habit


Vance Joy – Riptide


Young The Giant – Cough Syrup



Primeiro livro lido deste mês e o primeiro da DarkSide Books. Resenha grande e com Spoilers leves, então, se você ainda não leu ou se incomoda com isso, não recomendo continuar a leitura.

Em O Demonologista encontramos David Ullman, professor universitário, especialista em Milton e na figura do diabo. Ele é pai de Tess, uma garota de 12 anos muito parecida com ele, tanto na inteligência, quando na melancolia. David também é um marido ausente, preso em um casamento em crise, foi traído por sua esposa e está tentando manter o casamento por sua filha e talvez por si mesmo, por que não?

Durante um dia comum na universidade, David recebe a visita de uma mulher muito magra e misteriosa, que exala um forte cheiro de enxofre. Ela lhe faz uma proposta, viajar com tudo pago para Veneza, para analisar um caso misterioso, tendo como pagamento um cheque bem polpudo. Ela precisa de um especialista, um demonologista, e David se enquadra perfeitamente nesse perfil.

Ao chegar em casa, David recebe a notícia de sua mulher de que seu casamento realmente terminou, e decide aceitar a proposta da Mulher Magra e viajar com Tess pra Veneza, para mudar de ares, se livrar da tristeza, e se conectar com sua filha.  Ao chegar a Veneza, David vai procurar o lugar onde deverá ir pra analisar o tal caso e se depara com uma casa estranha, com cortinas pesadas nas janelas. É recebido por um médico com ares de cansaço, um tanto quanto assustado, que lhe entrega uma câmera e lhe manda subir as escadas. Ao subir pro primeiro andar, David se depara com um homem, totalmente atado a uma cadeira, sua expressão é a de alguém possuído, sua voz soa como cacos de vidro, cortando seus tímpanos cada vez que a criatura fala, e ela tem algo a dizer e a mostrar a David, algo que fará com que o professor duvide de todas as certezas que já teve em sua vida, algo que levará David a uma busca desenfreada pela salvação da alma de sua filha.

A narrativa dessa história é um pouco diferente das dos livros atuais, a linguagem é mais polida, mas não como a dos clássicos antigos, que fazem você procurar um dicionário ou dar um Google de vez em quando, ela é mais polida por ser direcionada a um público mais adulto, com uma bagagem de leitura diversificada.

Logo no começo da leitura, me senti conectada com David, por sua paixão por literatura e pelo inexplicável, pela melancolia que ele carrega, pelo amor e dedicação à sua filha Tess, por tentar fazer as coisas darem certo em seu casamento mesmo passando por um furacão e por não julgar as pessoas à sua volta, mesmo as que o prejudicaram. David é uma pessoa boa, com o coração puro, ainda que cético, ele se permite uma abertura, por curiosidade, para investigar o inominável e os mistérios que o rodeiam.

A busca de David por Tess me lembrou de Orfeu, que foi ao mundo inferior em busca de sua amada Eurídice. Todas as provações que ele teve que passar, duvidando de todas as suas convicções enraizadas, duvidando da pessoa que ele era, percebendo que tudo tinha sido arranjado desde quando ele era um garoto, pra que ele chegasse à aquela etapa fatídica de sua vida me fizeram pensar, que o demônio de Andrew Pyper é um bom planejador, organizado, metódico e perfeccionista, assim como seu Criador.

As cenas entre David e o demônio são bem intensas, consegui imaginar todos os detalhes, senti um frio na espinha ao ler várias passagens desse livro, enquanto ouvia Portishead, que na minha opinião, é a trilha sonora perfeita pra essa história (ouçam o álbum Dummy). Como eu tenho o hábito de ler em casa, à noite, depois que todos dormem, tive aquela sensação perturbadora de estar sendo observada, e confesso, tive que fechar o livro algumas vezes por conta disso.

A história é muito bem escrita, as passagens bem detalhadas, mas o final, me deixou perdida. Terminou cheio de pontas soltas, sem explicar muito bem se ele havia sido testado pelo demônio ou por Deus, e olha que gosto de finais abertos pra interpretação! O final desse livro foi contado de forma muito rápida e confusa, eu queria mais respostas, a jornada de David foi tão intensa, tão sofrida que eu fiquei ansiando por um final mais digno pra ele, e fiquei muito frustrada quando li a última página.











A edição da DarkSide Books está linda, capa dura, com detalhes em relevo, lombada e pontas  da capa desgastadas  lembrando um livro de estudo que foi muito manuseado, marcador de cetim preto e ilustrações que impressionam. Trabalho muito bem feito o dessa editora, confesso que ela está se tornando a minha preferida em termos visuais. Como é o primeiro livro que eu leio deles ainda não posso julgar os autores, mas quem ainda compra livro pela capa, vai gastar uma graninha com as edições dessa editora.

Eu ainda levei uma bronca do meu professor de italiano porque estava lendo sobre demônios rs, na cabeça dele era um livro maligno, e sabe? Ele não deixa de ter razão.

A leitura valeu muito a pena, super indico, história intensa e bem desenvolvida, personagens misteriosos que te deixam curioso, e a edição caprichada que vai ficar linda na sua estante. Ponto pra DarkSide Books.



Praticamente arrastei o marido pra essa exposição comigo, porque eu sempre morri de curiosidade pra ir a uma exposição de arte e porque não é sempre que você tem a oportunidade de ver um Picasso de perto (sem trocadilhos rs). Então, as impressões que vocês vão ler aqui são de uma pessoa totalmente leiga neste assunto.

Fomos num sábado à noite, depois das 18 horas, não pegamos fila, entramos direto. O museu por si só já é muito interessante, a arquitetura é muito bonita, fiquei encantada com o lugar, mesmo sendo localizado num ponto da cidade que pode ser considerado um tanto quanto largado. Principalmente à noite, dá um pouco de medo andar pelo centro, com as sua ruas escuras, cheiro de urina, povoada por moradores de rua.

Mas voltando à exposição, diversas salas do museu abrigam as obras de arte, passamos por várias fases de Picasso, admirando vários de seus esboços e quadros, sempre cheios de nudez, sexo e elementos míticos como o Minotauro, seu alter ego.

Infelizmente não é permitido tirar fotos, mas seguem algumas imagens retiradas do site do museu com alguns dos quadros que estão expostos:

Cabeza de caballo. Boceto para “Guernica” - 1937

Femme assise accoudée - 1939

Guernica - 1937
Minotauro Cego sendo Guiado por uma Criança a Noite - 1934

Logo em seguida dos quadros de Picasso, pudemos observar os quadros e esculturas de artistas espanhóis, que comporta artistas como Miró e Salvador Dalí. E foi observando as obras espanholas que eu me apaixonei perdidamente por Miró. Fique encantada com as suas obras e o que elas me fizeram sentir. Tanto que vou na exposição dele em breve.


Cabeça e Aranha 1925


Gostei muito da exposição, me senti num filme, com salas em completo silêncio e pessoas super concentradas admirando os quadros. Algumas sabiam sobre a grandiosidade do que estavam vendo, outras diziam que qualquer criança com tinta faria igual, mas a beleza do lugar, a beleza dos quadros me fizeram pensar em quanto de empenho e tempo cada artista deve ter dedicado ao seu trabalho. Picasso tem quadros e esboços interessantes, achei ele um tanto pervertido com tantas menções a bacanais e surubas com minotauros e cavalos, ainda sim gostei muito de ver os quadros. Mas o presente que eu ganhei foi Miró, que virou meu grande amor.

A Exposição está em cartaz no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) que fica próximo ao Metrô São Bento, dá pra ir a pé tranquilo, uns 10 minutinhos de caminhada. Ficará em cartaz até o dia 08/06/2015, então corre que dá tempo!

Imagens retiradas daqui e daqui.


Foto daqui

Pessoas vêm e vão da minha vida todos os dias. Elas entram, saem, algumas permanecem, algumas somem. Pessoas metem o bedelho em tudo o que faço, julgam minhas atitudes e nem tentam entender meus motivos. Pessoas me dizem que eu não cresci, quando olham a minha mesa do trabalho cheia de Minions. Pessoas me perguntam sobre o porquê de eu ainda estudar tanto, mesmo tendo passado dos 30 anos, não enxergam a importância disso. Pessoas me olham estranho quando digo que gosto da solidão, que gosto de ficar acordada de madrugada no silêncio, pensando, colocando as coisas em perspectiva, e me perguntam: “você é feliz assim?”. Pessoas se aproximam devagar pra jogar conversa fora e quando menos percebo, em alguns minutos me contam toda a sua vida, choram e me pedem conselhos.

Pessoas que eu preciso, pessoas que precisam de mim... pessoas que mentem, pessoas que falam a verdade que eu preciso escutar, pessoas que eu ajudo, pessoas que eu tenho medo de pedir ajuda, pessoas que eu choro sem vergonha nenhuma no ombro, pessoas que me deixam no vácuo, que me viram as costas quando eu mais preciso. Pessoas que sabem como eu me sinto somente de olhar pra mim. Pessoas que se fazem presente mesmo só falando comigo uma vez por semana. Pessoas que eu faço parte da vida, pessoas que eu gostaria de fazer parte da vida, pessoas que eu gostaria que não falassem comigo nunca mais, pessoas que eu gostaria que falassem comigo o tempo inteiro...


Cada uma dessas pessoas faz parte do meu dia a dia, cada uma delas teve, tem ou ainda vai ter o seu grau de importância na pessoa que eu sou hoje e na pessoa que eu vou me tornar amanhã. Mas ainda não sei como lidar com todas elas, porque ainda é difícil pra eu lidar com a pessoa que eu sou...